sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Against the wind, um clássico revisitado

Em 1985, os cantores country Johnny Cash, Waylon Jennings, Kris Kristofferson e Willie Nelson formaram a banda The Highwaymen [Os homens da Estrada]. Em seu primeiro disco, fizeram uma excelente interpretação do clássico de Bob Seger, Against the Wind. (Apenas Cash, Jennings e Nelson participaram.) Perguntei a mestre Gump e ele disse que acha a versão dos Homens da Estrada muito especial!

A letra já foi traduzida e se encontra na segunda postagem deste blog. Um detalhe interessante na versão apresentada aqui é que, em alguns momentos, onde no original o cantor se refere a si mesmo, os highwaymen dizem “nós”. Claro, afinal é a música da vida deles também!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Por que correr?

A resposta mais simples é: porque isso proporciona algo muito importante. Não apenas para a saúde, embora aí esteja uma das vantagens mais perceptíveis. Mas em primeiro lugar, para a vida.

Sim, a corrida pode atender a um anseio fundamental da vida. Nossas vidas precisam de um sentido, e todos já escutamos que uma das melhores maneiras de encontrá-lo é mediante a identificação com algo maior do que nós mesmos. Para mim, a corrida oferece exatamente isso, embora me pareça difícil definir este “algo maior” com que me identifico. Identifico-me com a ideia de que vale a pena calçar os tênis e sair, se não for por mais nada, simplesmente porque pode ser a oportunidade de contemplar um belo entardecer! (E, ao menos em minha opinião, uma das melhores maneiras de contemplá-lo é correndo.)

Claro, também podemos nos identificar com o ideal de uma vida saudável. Afinal, em cada corrida, investimos um pouco mais em nossa longevidade. Porém, no sentido mais profundo, isso equivale a uma simples afirmação de que viver vale a pena. No fim das contas, o mesmo pensamento que ocorre quando se olha o entardecer...

O título desta postagem é também o de um vídeo que encontrei na internet. Além de falar bastante dos benefícios da corrida para a saúde, certamente é inspirado pela visão desse esporte como um verdadeiro caminho de vida.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Diário da estrada – 23, 24, 26, 27 e 30 de dezembro de 2011


Voltando à estrada

Estes quase dois meses foram minhas férias da corrida. Na verdade, eu vinha há um tempo perdendo o pique, e cheguei a pensar que pararia de vez. Isso me incomodava, afinal comecei com a forte sensação de que não perderia mais o hábito de correr. Teria sido “alarme falso”? Apenas um período relativamente breve de prática, e ponto final? Para mim, parece necessário fazer da corrida um hábito mais ou menos regular – do contrário, não teria muito o que escrever neste blog! Bem, mas nestes últimos dias, eu também comecei a ter uma sensação de que não seria tão fácil assim parar de correr. Não só pelo compromisso anterior, mas simplesmente porque pode ser algo tão bom! (Algumas corridas são brabas, mas até a corrida mais difícil parece agradável quando termina.) Acontece que, apesar da relutância em parar, o fato é que eu não retomava os treinos, e os dias iam passando... Daí falei a uma amiga sobre esse impasse e ouvi o seguinte comentário: embora as preocupações do dia a dia tornem a corrida mais difícil, deixar de correr não ajudaria em nada! (As palavras não foram exatamente essas, mas a ideia, sim.) E ela estava certa: correr é uma maneira de deixar a vida melhor, e nunca poderia ser o contrário... Penso até que essa ideia já havia me ocorrido alguma vez, mas foi só então que tive certeza: aquela vontade de não desistir mais dos treinos, que senti desde que retomei esse hábito há meses, nunca acabou. Fiz uma parada mais longa, a primeira desde o começo do ano. E apenas isso!

Nesta altura do campeonato, voltar às corridas é como reencontrar uma parte de mim mesmo, da qual eu não conseguiria mais me desfazer.

Vou retomar um plano que idealizei há uns poucos meses: concentrar-me menos em fazer tempos longos ou percorrer distâncias maiores, e apenas correr. Talvez as corridas se tornem até mais breves, e os trajetos, mais simples. Tentarei fazer das corridas uma ocasião para relaxar, sem outras preocupações além disso.

É isso aí: Gump na Estrada, Ano 2! Obrigado à minha amiga – e também ao mestre Gump, que continuará inspirando este bloguista pelos quilômetros afora!


E fechando o ano...

Sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 – Eu tinha que recomeçar hoje. No final da tarde, o céu ficou um pouco mais encoberto, um vento um pouco mais fresco soprou, e isso foi uma ótima oportunidade. Antes que chovesse, saí para uma volta rápida perto de casa.

Corri o tempo todo respirando pelo nariz, em passos curtos, sem pressa. Na volta, já estava suando um tanto – só uma prévia de como seria, se corresse mais tempo.

Mas o trajeto de hoje foi perfeito, e a duração, suficiente.

Tempo de hoje: 35min.

Sábado, 24 de dezembro de 2011 – Quando saí, no meio da tarde, as ruas estavam bastante molhadas, e caía ainda uma chuvinha fina, que às vezes ficava quase imperceptível, e às vezes o vento deixava mais forte. Eu não sabia exatamente até onde iria, mas como é final de semana, pensei que seria uma boa ocasião para fazer um teste. Comecei seguindo o mesmo trajeto de ontem, e depois resolvi esticar até a praia.

Bem, a ida foi tranquila. Mas na volta, senti dificuldade em acelerar, e acabei avançando num ritmo quase de caminhada. Em certa altura, o vento (e a chuva) aumentou um tanto, chegando até a causar um pouco de frio.

Hoje saí vestindo apenas uma camisa, já que o clima não parecia ruim. Esqueci que, meses atrás, eu havia concluído que o ideal é sempre vestir duas. Percebo agora que, daqui por diante, será melhor cumprir esse plano.

Enfim, valeu a pena ter saído! Preciso recuperar muito do antigo condicionamento. Mas acredito que não será tão difícil assim.

Tempo de hoje: 1h 17min.

Segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 – O céu ficou um pouco nublado por volta do meio-dia, e foi quando resolvi sair. Fiz uma corrida breve, só um pouco mais extensa que a do dia 23. As pernas estavam um pouco doloridas, por causa da última corrida, o que não deixou de me surpreender. De qualquer modo, terminei o treino de hoje sentindo-me bem.

Isto não significa que foi muito fácil. Durante o trajeto inteiro, senti um certo peso – em nenhum momento experimentei aquela sensação de leveza que é o auge de uma corrida. Mas, demorei semanas para alcançá-la, na época em que comecei, e agora é natural que demore um pouco, depois de quase dois meses parado.

Ah, saí vestindo duas camisas. Ficou um pouco quente, mas isso é tolerável. O importante é evitar sentir frio!

Tempo de hoje: 45min.

Terça-feira, 27 de dezembro de 2011 – A corrida de hoje foi o oposto da de ontem. Durou o mesmo tempo, mas a experiência foi muito diferente. Bem melhor! No final da tarde, senti uma repentina vontade de correr. Pareceu-me que uma corridinha tranquila seria uma ótima maneira de terminar o dia. Quando saí, sentia-me muito relaxado, e foi nesse estado de espírito que fiz o trajeto, quase igual ao anterior. Eu havia lanchado há umas duas horas, e por alguns minutos isso me afetou um pouco, mas depois passou. Em vários trechos, corri com os braços bem estendidos, como se estivesse passeando. No final, estava um pouco mais acelerado, mas ainda com uma ótima disposição.

Há ainda um vestígio de dor nas pernas, mas nada que incomode.

Este é o tipo de corrida que eu gostaria de fazer em 2012.

Tempo de hoje: 45min.

Sexta-feira, 30 de dezembro de 2011 – Uma corrida pela manhã. No começo, estava um pouco quente, mas depois o céu ficou mais encoberto e o clima, mais agradável. Na volta, em certa altura, precisei fazer amizade com uns cachorros que alguém deixou soltos na rua, e que não estavam querendo dar passagem. Isso exigiu uns poucos minutos, mas não sei exatamente quantos.

E esta foi a última corrida do ano!

Tempo de hoje: +/- 42min.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Diário da estrada – 23, 25, 26, 29 e 31 de outubro de 2011


Domingo, 23 de outubro de 2011 – Fiz o trajeto de ida e volta mais longo que conheço. Logo no início, ocorreu-me tentar bater o meu recorde de tempo, mas não foi possível – eu não estava com disposição bastante. E a volta foi cansativa como há tempos não acontecia. Cheguei quando a luz da tarde começava a esmaecer.

Tempo de hoje: 1h 46min.

Terça-feira, 25 de outubro de 2011 – Era fim de tarde, ainda bastante claro, devido ao horário de verão. Um belo fim de tarde, mas eu não estava nem um pouco animado para correr. Saí, forçando a barra, e por vários minutos senti-me pesado. Na verdade, senti-me assim até o final, embora a partir de certa altura tenha ficado mais fácil. Fiz uma ida e volta breve, contemplando às vezes a luminosidade do céu. Hoje corri exatamente tudo que podia.

Que coisa... Mal suportei o inverno, esperando chegar esta época, e agora o pique para correr parece se esvair. Bem, faz algum tempo que deixei de pensar na corrida como uma prioridade. Está na hora de voltar a encará-la assim e “engrenar” outra vez...

Tempo de hoje: 45min.

Quarta-feira, 26 de outubro de 2011 – Uma boa ida e volta até a praia e um pouco além. Comecei com luz, terminei quando escureceu. Outra vez, senti-me um tanto pesado, mas melhorou depois de um tempo. Em alguns trechos, reduzi os passos até quase uma caminhada, o que é ótimo quando se cansa. Pelo menos, hoje eu estava mais a fim de correr, e isso fez uma grande diferença. Na volta, parei rapidamente no supermercado e completei a corrida carregando uma sacola de compras!

Quem sabe, consigo voltar a correr como há alguns meses?

Tempo de hoje: 1h 20min.

Sábado, 29 de outubro de 2011 – Saí debaixo de um céu coberto por nuvens cinza claro. Logo começaram a cair gotas esparsas, que depois de algum tempo se converteram numa chuvinha leve, a qual durou uns poucos minutos e enfim acabou. Repeti o trajeto do dia 23, aquele longo percurso em “O”. (Curiosamente, a corrida durou quase exatamente o mesmo tempo.) Na volta, fiz breves paradas para comprar alguns doces, em parte porque senti necessidade de repor açúcar no sangue, e em parte porque queria descansar um pouco mesmo.

Venho sentindo certo cansaço, que dificulta um pouco curtir as corridas. Mas estou evitando adiar treinos e acredito que começo a me recuperar. O segredo é, precisamente, aumentar, e não diminuir, o ritmo.

Tempo de hoje: 1h 47min.

Segunda-feira, 31 de outubro de 2011 – Saí no final da tarde, voltei com as últimas brechas de luz no céu coberto de nuvens. Foi uma corrida calma até a praia, num ritmo que se manteve contido na ida e mais acelerado na volta.

Um ótimo encerramento de mês!

Tempo de hoje: 1h 3min.

domingo, 23 de outubro de 2011

Cenas da estrada – Lone Road


Por: ha-wee

“Se você está fazendo algo que poderia perfeitamente fazer a troco de nada, então está a caminho da salvação. E se puder parar de repente independente do resultado, então está ainda mais adiantado. E se enquanto o faz sente-se transportado a outra existência, então não há a menor necessidade de preocupar-se com seu futuro.” Dr. George Sheenan*

* Chamado de “o filósofo dos corredores” no livro Guia completo de corrida, de James F. Fixx.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Diário da estrada – 3, 6, 13, 17 de outubro de 2011

Segunda-feira, 3 de outubro de 2011 – Estava frio em casa, e saí vestido com três camisas, mas depois de alguns minutos a temperatura pareceu mais amena. Senti facilidade para correr – os pés pisavam macio, as pernas pareciam bem lubrificadas. Fiz uma ida e volta não muito extensa, completei com um giro perto de casa, e encerrei.

Curiosamente, antes de sair, eu me sentia indisposto. Até pensei em adiar a corrida. Que bom que insisti!

Tempo de hoje: 1h 2min.

Quinta-feira, 6 de outubro de 2011 – Um ótimo treino para encerrar o dia. Ainda peguei luz, mas não demorou para escurecer. Fiz uma ida e volta mais longa, depois duas mais breves. Outra vez, senti aquela facilidade nos movimentos, e a corrida seguiu muito confortável. Acelerei bastante nos últimos quinhentos metros.

Tempo de hoje: 1h 6min.

Quinta-feira, 13 de outubro de 2011 – Passei dias sem ânimo para correr. Ou melhor, até quis algumas vezes, mas sempre chovia. Hoje, ensaiei perder a chance, que se apresentou no final da tarde. Mas reagi e dei uma boa volta. Choveu de dia, então o ar estava fresco e o asfalto brilhava, coisas que sempre são agradáveis.

Tempo de hoje: 53min.

Segunda-feira, 17 de outubro de 2011 – Enfim, saí. A falta de ânimo continuava, mas reagi e fiz um bom treino. O céu, encoberto de nuvens fofas e cinzentas, que pairavam sobre um fundo azul claro, escureceu aos poucos. Eu pretendia manter um ritmo bem contido, pois havia lanchado um pouco tarde, mas acelerei em alguns trechos. Não passei mal, felizmente.

Mas sentia a comida no estômago, por isso voltei mais cedo. Foi uma corrida breve, mas muito compensadora. O desânimo passa, o gosto por correr continua.

Tempo de hoje: 47min.

domingo, 9 de outubro de 2011

Cenas da estrada – Lille Vaerløse, Hovedstaden, Dinamarca


Por: henrik thorn
 

“Para onde foram todos os heróis? Sumiram com as simplicidades, devoções e respostas fáceis de outra era. Nossa falta de heróis é um sinal da maturidade da era em que vivemos. Existe hoje uma compreensão de que cada homem possui seu próprio valor e tem plena capacidade de transformar sua vida num sucesso. Mas também na compreensão de que esse sucesso depende de ter a coragem, a persistência e, acima de tudo, a vontade de cada um se tornar a pessoa que é, por mais estranha e diferente que possa parecer. Quando isso acontecer, você poderá dizer: ‘Encontrei meu herói e esse herói sou eu’.” Dr. George Sheenan*

* Chamado de “O filósofo dos corredores” no livro Guia completo de corrida, de James F. Fixx.