sexta-feira, 22 de junho de 2012

Cenas da estrada – Road on the plato above Cuzco, Peru



“Alguns anos depois de sair da universidade vi-me atormentado por um casamento fracassado e um ferimento na perna. Tinha de enfrentar um divórcio psicologicamente debilitante e as limitações físicas decorrentes de uma operação no joelho. Era um destroço físico e psicológico. Correr pareceu-me uma maneira lógica de fazer com que o joelho voltasse a funcionar normalmente. O dividendo inesperado foi o de também recuperar o controle e a tranquilidade mental.” Rusel Gallop*

* Depoimento no livro Guia completo de corrida, de James F. Fixx


sábado, 16 de junho de 2012

Diário da estrada – 2, 7, 14 e 16 de junho de 2012

Sábado, 2 de junho de 2012 – Hoje apareceu sol, pra variar. No final da manhã, resolvi fazer uma corrida, e saí com a vaga ideia de “esticá-la” um pouco. Acabei fazendo uma longa volta, o maior trajeto que tenho nas imediações de meu bairro. Felizmente, o calor foi suavizado em boa parte do tempo por uma fina camada de nuvens e por um vento fresco que não parava de soprar. Terminei voltando pela rodovia, e naquele trecho precisei manter uma velocidade mais contida, embora não me sentisse demasiadamente cansado.

Enfim, passei por ruas que queria rever desde que reiniciei as corridas, no final do ano passado. Um bom percurso para repetir de tempos em tempos.

Tempo de hoje: 1h 41min.

Quinta-feira, 7 de junho de 2012 – Não pude correr mais cedo, então foi à noite outra vez. Só peguei alguns instantes de claridade, e depois continuei no escuro. Estava frio! Saí com duas camisas e uma jaqueta, e em certos momentos a jaqueta pareceu um pouco demais – mas se não a usasse, com certeza teria sentido falta. Experimentei abri-la uma vez, e o vento logo fez as camisas gelarem... Segui num ritmo moderado, que apenas em alguns trechos acelerou. Fiz uma ida e volta mais longa, depois outra mais curta, para então voltar.

Eu não estava lá muito a fim de sair, mas acabou sendo bom. Sempre é!

Tempo de hoje: 44min.

Quinta-feira, 14 de junho de 2012 – Era pouco depois de seis da manhã quando saí, para encerrar o longo intervalo sem corridas. Fiz uma ida e volta numa longa rua, daí acrescentei outra ida e volta, desta vez na praia aqui do bairro. Não pude correr na beira da água, pois ali o mar havia deixado o terreno inclinado, então segui alguns metros acima, só que naquele ponto a areia era macia demais, e isso me fez avançar num ritmo lento – e cansativo. Ao voltar para o asfalto, senti-me um tanto sem energia, o que deixou a finalização do treino menos agradável.

O importante é que voltei a correr!

Tempo de hoje: 44min.

Sábado, 16 de junho de 2012 – Outra corrida no início da manhã. Desta vez, já estava claro quando saí. Céu meio encoberto por nuvens cor de gelo, o que fazia pensar em chuva, mas as ruas estavam secas. Vesti calça comprida e a jaqueta de ginástica, e nem seria necessário, mas também não incomodou.

E assim vou tocando, mesmo sem “aqueles ânimos”!

Tempo de hoje: 42min.

sábado, 9 de junho de 2012

Cenas da Estrada – Caminho de areia e mar



“À medida que se corre, vai-se enterrando os pés na areia molhada à beira d’água, que cede facilmente. Começamos a pensar no benefício da massagem para a sola dos pés, e logo se está pensando na massagem para a alma, curando todos os males.” Bill Copeland, sobre correr na praia.*

* Depoimento no livro Guia completo de corrida, de James F. Fixx


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Diário da estrada – 18, 21, 27 e 28 de maio de 2012

Sexta-feira, 18 de maio de 2012 – Saí quando já estava escuro e fiz a volta básica nas redondezas de casa. Na verdade, acabei encurtando algumas centenas de metros, pois senti vontade de voltar mais cedo para casa.

No ano passado, cheguei a gostar bastante de correr à noite. Agora acho que não gosto tanto assim. Correr de manhã é bem melhor!

Tempo de hoje: 36min.

Segunda-feira, 21 de maio de 2012 – Outra corrida depois de escurecer. Fiz pouco mais de metade do meu trajeto básico, num bom ritmo. Foi apenas um pulo.

Tempo de hoje: 34min.

Domingo, 27 de maio de 2012 – Hoje fez um bonito dia. E deixei para correr à noite! Na verdade, perdi o pique nesses últimos dias, e quase não corri hoje também. Mas aí bateu uma vontade de sair, e acabou sendo um ótimo treino. Percorri o meu trajeto básico, sem encurtá-lo nem nada disso (como fiz algumas vezes ultimamente), fazendo apenas uma rápida parada para alugar um filme. Foi uma corrida muito reanimadora.

E assim que voltei, ainda decidi sair de novo, desta vez para comprar cereais e leite de soja aqui perto. Fiquei sabendo que quase toda soja vendida no país, hoje em dia, é transgênica, de modo que esta deve ser minha despedida do leite de soja.

Leite de soja transgênica não dá. Mas que é bom, isso é.

Tempo de hoje: 55min.

Segunda-feira, 28 de maio de 2012 – Precisava devolver o filme, então resolvi fazer outra corrida hoje mesmo. Repeti o trajeto de ontem, passando pela locadora, e desta vez a parada ali foi ainda mais breve. Segui num ritmo puxado, que apenas em alguns trechos diminuía um tanto (mas logo voltava a acelerar).

Vou ficar naquele mínimo que defini algum tempo atrás e encerrar o mês só com oito corridas. Espero que o número aumente no mês que vem.

Tempo de hoje: Pela primeira vez, esqueci de marcar!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cenas da estrada – Logging road, British Columbia, Canada




“Correr é viver. Tudo o mais é apenas esperar.” Mark Hanson*

* Depoimento no livro Guia completo de corrida, de James F. Fixx


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Diário da estrada – 3, 5, 11 e 14 de maio de 2012

Quinta-feira, 3 de maio de 2012 – Saí quando ainda estava escuro, mas o céu não tardou a se transformar num lilás bem clarinho. Fiz um treino básico nas proximidades de casa, estendendo um pouco o trajeto, para passar pelo supermercado. Mantive um bom ritmo, às vezes até acelerando um pouco mais.

Tempo de hoje: 40min.

Sábado, 5 de maio de 2012 – Outra vez, saí no começo da manhã. Desta vez, o céu ficou de um azul límpido. Estou mudando um pouco aquele trajeto básico, que ficou um pouco mais curto. Mesmo assim, continua bastante para um bom exercício. Nesta corrida, mantive quase todo o tempo um ritmo acelerado.

Tempo de hoje: 37min.

Sexta-feira, 11 de maio de 2012 – Enfim, saí para uma nova corrida. Adiei nesses últimos dias, porque estava muito concentrado em outras coisas. (É curioso como, para cada atividade que se realiza, há um estado de espírito particular – e mudar de um estado de espírito para outro, de uma atividade para outra, não é algo tão automático assim. Mas estou procurando aprimorar essa habilidade.) O treino foi no começo da manhã, quando a escuridão começava a se desvanecer. Corri na maior parte do tempo sob a luz suave do sol recém-surgido no horizonte. Segui o trajeto básico, subindo por uma rua que, por motivo de asfaltamento próximo, estava coberta por uma camada de terra batida – no ponto certo para deixar as passadas mais macias e agradáveis. Na volta, estendi o percurso em algumas dezenas de metros, descendo a rodovia que vai para o sul da ilha, até aquele ponto onde se pode ver bem o mar. Trata-se de um trecho muito agradável, ainda mais nesse horário, quando as árvores do acostamento “filtram” a luz do sol, lançando um misto de claridade e sombras amenas sobre o asfalto. Na maior parte do caminho, a velocidade tendeu a acelerar, mas nas últimas centenas de metros eu já estava um tanto cansado, então concluí num ritmo mais contido. Enfim, uma boa corrida para compensar um pouco esses dias parado.

Tempo de hoje: 56min.

Segunda-feira, 14 de maio de 2012 – Ontem acordei a fim de correr, mas quando calcei o tênis senti o dorso do pé bastante dolorido, e isso impediu o treino. (A dor, com certeza, foi resultado de uma sessão de yoga – estou retomando essa prática, e lembro que forcei o pé um pouco além da conta numa postura.) Nesta noite, logo depois que escureceu, fiquei em dúvida se queria sair. Acontece que, se não corresse agora, teria que deixar para amanhã cedo, e essa ideia também não me agradou. No fim das contas, precisei decidir o que me desanimava menos, e achei melhor sair logo.

E não é que foi um bom treino? Desde o início, senti as passadas macias (a dor no pé havia desaparecido), o que me motivou um tanto. A noite estava fria, mas saí bem agasalhado e isso deixou a corrida ainda mais confortável. Acabei engrenando um ritmo acelerado, e o mantive por quase todo o trajeto. No final, acrescentei uma volta a mais, passando por uma rua onde nunca havia corrido, e enfim voltei.

É raro eu encarar a corrida apenas como um exercício, mas foi o que fiz hoje. E desta vez, até pela novidade, achei bacana.

Tempo de hoje: 45min.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Cenas da estrada – The winding Road, Wisconsin, Estados Unidos



“Já não há mais muita liberdade em nossas vidas. Mas correr proporciona liberdade. Quando se corre, pode-se escolher a própria velocidade. Pode-se ir para onde se deseja, pensar o que se quiser. Ninguém pode intrometer-se.” Nina Kucsik*

* Depoimento no livro Guia completo de corrida, de James F. Fixx