segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Cenas da estrada – Moldovan road


Por: guttorm flatabø

"É na solidão dos longos treinamentos que se forja o coração do atleta."
Emil Zátopek - Corredor

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Diário da estrada – 2, 10, 12, 13 e 16 de agosto de 2011

Terça-feira, 2 de agosto de 2011 – Saí pouco depois das seis, e peguei ainda um resto de claridade. O céu estava limpo, com exceção de umas poucas nuvens no horizonte. Estava com uma bela tonalidade de azul também, que escureceu depois de alguns minutos de corrida. Subi até a avenida perto da praia, e ali corri até a academia, enfrentando uma ventania que vez ou outra jogava areia no meu rosto. Em compensação, o vento ajudou um tanto na volta.

Estava há dias parado, então hoje senti vontade de correr um pouco mais. Acabei correndo mais do que esperava, e foi ótimo.

Tempo de hoje: 1h 32min.

Quarta-feira, 10 de agosto de 2011 – Saí cedo, debaixo de um céu cinzento. Não choveu, nem fez muito frio. Vesti três camisas e calça comprida, mas não foi exagero. Não tive dificuldade em pegar ritmo, mas o mantive lento a corrida toda, pois me sentia cansado. É o resultado de tantos dias sem treinar.

Mas valeu. O hábito de correr exige que se “force a barra” às vezes. É bom recomeçar, e espero manter a disciplina nos próximos dias.

Tempo de hoje: 1h 1min.

Sexta-feira, 12 de agosto de 2011 – Saí no final da tarde. Corri no escuro, debaixo de um céu totalmente sem nuvens, iluminado por uma brilhante lua cheia. Trajeto até a academia.

Mantive um ritmo lento, mas constante e confortável. Não senti cansaço – apenas observava a mim mesmo enquanto seguia em frente. Foi uma boa corrida.

Tempo de hoje: 1h 35min.

Sábado, 13 de agosto de 2011

Mais um GRANDE PASSO!

Saí no meio da tarde e corri até o centro da cidade, onde cheguei quando já começava a escurecer. No terminal de ônibus, bebi cinco copos de suco (ou algo com gosto de suco) e comi dois pacotes de amendoim japonês. Mais um pulo até o supermercado, onde comprei vários copinhos de iogurte (de soja), e estava refeito. Exceto pelos tornozelos, que estão um tanto doloridos, até que aguentei bem.

Não bati o meu recorde, mas com certeza esta foi a maior corrida que fiz até hoje. Até porque, na noite em que estabeleci o recorde, corri quase o tempo inteiro numa avenida perto de minha casa, sem enfrentar muitas mudanças de terreno. Nesta ida ao centro, corri quase o tempo todo na calçada, enfrentando suas inúmeras irregularidades, e além disso precisei focalizar bastante a atenção no trânsito, o que também cansou um pouco. O mais legal nessa corrida é que comecei fazendo uma longa volta nas imediações do meu bairro, e foi só depois de já ter vencido uma boa distância que decidi ir ao centro. Além disso, desde que saí de casa, senti-me cansado, o que me obrigou a engrenar um ritmo lento, que mantive até o final. Mas não parei nem caminhei em momento algum – nem mesmo quando, logo antes de chegar no centro, percorri alguns longos trechos em aclive. Respirei só pelo nariz.

Enfim, foi uma bela corrida debaixo de um céu quase sem nuvens e um sol que não chegou a incomodar. As paisagens compensaram – com destaque para as ruas e os prédios do centro da cidade, que me deram alívio quando eu já estava louco para terminar! J Embora tenha chegado bastante cansado, mantive uma ótima atitude, sem ficar impaciente nem nada disso.

Hoje fiz o meu melhor. É isso que o grande mestre Gump espera de todo corredor. E quem sabe, algum dia conseguirei ir mais longe?

Tempo de hoje: 2h 20min.

Terça-feira, 16 de agosto de 2011 – Saí no final da tarde, quando a luz começava a esmaecer. Subi até a praia, depois fui à academia. Estava muito empolgado ao sair, mas senti-me enjoado no caminho (acho que lanchei muito tarde). Fiz quase todo o percurso de volta andando e comendo uns biscoitos que comprei numa loja. Curiosamente, logo depois de acabar o pacote de biscoitos, senti-me bem para correr de novo, de modo que acrescentei mais uns dez minutos de corrida até chegar em casa.

Tempo de hoje: 1h 5min.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Cenas da estrada – Estrada para Barrapol, Ilha de Tiree, Escócia

Por: atomicjeep

"Na vida, as maiores lutas do homem são travadas na solidão. Assim também é nas corridas longas. E nestas, como na vida, o ato de participar é mais importante do que vencer, ainda que seja a ilusão da vitória que nos dê forças para continuar lutando."
Emil Zátopek - Corredor

domingo, 31 de julho de 2011

Diário da estrada – 20, 22 e 26 de julho de 2011

Quarta-feira, 20 de julho de 2011 – Saí logo que escureceu. Fiz uma longa ida e volta. O ar estava bastante fresco e agradável. O ritmo foi acelerado, e no final cansei. Senti-me com menos resistência hoje. Talvez seja impressão, ou talvez seja resultado do maior intervalo entre as corridas e de fazer menos corridas longas.

Tempo de hoje: 1h 5min.

Sexta-feira, 22 de julho de 2011 – Saí cedo de novo. O céu estava azul escuro, cheio de manchas pretas. Estava frio, mas não tanto... Clareou e o céu ficou cinza. Senti um leve chuvisco vez ou outra, mas não passou disso. Mantive o ritmo lento, e novamente terminei cansado. Bem, mas no último sábado corri mais de uma hora e meia. Minha disposição para correr diminuiu um pouco, nesses dias. Só isso.

Tempo de hoje: 53min.

Terça-feira, 26 de julho de 2011 – Estou alternando corridas de manhã e à noite... mas não é intencional. Saí outra vez à noite, pouco antes de escurecer. Fiz uma ida e volta longa, num ar bastante fresco, agradável. Comecei moderando o ritmo, mas depois aumentei a velocidade (olhos fixos no chão o tempo inteiro). Nestes dias, estou apenas mantendo a prática, o que significa que estou menos focado na corrida. Mas nem por isso correr se tornou menos importante, menos parte de minha vida.

É apenas por causa deste inverno. Quem sabe, isto se tornará um padrão: diminuir a frequência e o ritmo das corridas nesta época, para depois aumentar de novo. Espero que no verão eu recupere o pique de meses atrás.

Tempo de hoje: 55min.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Cenas da estrada – Ao entardecer


Por: Luke Hayfield

"Muitos copiaram os meus métodos e falharam. Então eu dizia a eles: 'Este é o meu método. Funciona para mim. Descubram um que funcione para vocês.'"
Emil Zátopek - Corredor

sábado, 16 de julho de 2011

Diário da estrada – 2, 5, 10, 14 e 16 de julho de 2011

Sábado, 2 de julho de 2011 – Saí à noite, correndo em direção à academia. Depois de poucos minutos, comecei a sentir um leve chuvisco, e acreditei que ficaria nisso. Mas logo a chuva engrossou, e depois engrossou mais ainda. Nunca peguei tanta chuva como hoje. Apesar disso, estava a fim de correr – realmente curti a corrida, mesmo com todo o desconforto. Embora tenha mantido um ritmo bem contido quando necessário (nos trechos de chão acidentado ou com pouca visibilidade), também aproveitei alguns retões para acelerar bastante, o que foi ótimo. Cheguei completamente encharcado.

Detalhe: só aguentei essa corrida porque hoje não fez muito frio, nem ventou muito.

E outro detalhe: poucos minutos depois que cheguei em casa, a chuva passou!

Tempo de hoje: 1h 26min.

Terça-feira, 5 de julho de 2011 – Mais uma vez, enfrentei o ar congelante do início da manhã. Fiz uma volta nos arredores de casa, mas inesperadamente me senti meio pesado, e preferi voltar um pouco mais cedo. Com certeza, o frio contribuiu para isso.

Saí com três camisas e mais um casaco, e não foi demais, não...

Tempo de hoje: 51min.

Domingo, 10 de julho de 2011

Uma mudança de rumo

Acordei cedo, comi algo, e saí para correr duas horas depois. Bem, a espera não foi suficiente, pois a corrida ficou difícil. (Foi o mesmo erro que eu costumava cometer nas primeiras semanas.) Senti um peso no estômago durante o trajeto inteiro. E para completar, não parou de ventar, um vento às vezes frio, às vezes um pouco mais fresco. Avancei até onde planejava, completando 1h 20min, e se voltasse correndo teria alcançado o meu recorde. Mas eu não tinha condições, então peguei um ônibus.

Em todo caso, a corrida de hoje não deixou de ter os seus méritos. Sair numa manhã de sol, com uma bela paisagem, é sempre uma boa. Fiz um percurso conhecido, aumentando-o em algumas centenas de metros, e achei menos difícil do que nas primeiras vezes em que o percorri. Estou certo de que, não fosse a digestão atrapalhada, teria conseguido voltar correndo também. Fica para uma outra oportunidade...

Mas agora, penso que não será muito em breve. Estou precisando “economizar” o tempo das corridas longas e empregá-lo em outras atividades. De repente, correr por muito tempo, nos finais de semana, começou a parecer um exagero.

Desde que voltei a correr, tive a ideia constante de aumentar os meus tempos. Daqui por diante, verei o que acontece. Vou manter o meu condicionamento atual, deixando as corridas longas mais para o acaso. Mesmo com frequência menor, elas certamente voltarão a acontecer, e então será ótimo.

Se mestre Gump estivesse aqui, diria que a verdadeira estrada não está no exterior, e sim no interior. E que é possível percorrê-la em qualquer trajeto, não importa que distância tenha. Deste modo, cada corrida se torna uma verdadeira viagem.


Quinta-feira, 14 de julho de 2011 – Hoje o frio do início da manhã não foi muito intenso. Saí de calça comprida e três camisas, e foi perfeito. Segui em direção à academia, percorrendo pouco mais da metade do caminho, daí voltei. Havia chovido, tudo estava molhado, o céu de um único tom de azul – com exceção de umas brechas que as nuvens abriam no horizonte.

Tempo de hoje: 1h 13min.

Sábado, 16 de julho de 2011 – Saí bem cedo, quando a escuridão das ruas começava a se tingir de azul-marinho, que a luz dos postes parecia fazer brilhar. Subi até a praia, daí peguei aquela longa avenida de tempos atrás; ao final, dobrei à esquerda, e então voltei para casa. Pensei em seguir pela autoestrada, mas preferi as ruas que seguem por dentro do bairro – o mesmo caminho da vinda. Nos quilômetros finais, senti as pernas pesadas, o que exigiu uma diminuição de ritmo, e apenas isso. Cheguei ao meu limite, mas mesmo assim terminei sentindo-me bem.

Nem preciso comentar a manhã maravilhosa, que logo clareou, permanecendo com um clima fresco por um bom tempo, já que o sol custou a aparecer. Pouco movimento nas ruas; o trânsito demorou a aumentar.

Acho que o trajeto de hoje foi o mais extenso que percorri desde o início deste blog*. Esta parece ser a distância ideal para minhas corridas longas.

* I.e., o mais extenso vencido numa única ida e volta. Mas a maior distância mesmo foi a do recorde de semanas atrás, quando percorri seis vezes a avenida perto da praia.

Tempo de hoje: 1h 43min.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Cenas da estrada – Iowa, Estados Unidos


Por: cwwycoff1 
“Você não sobe ao segundo andar sem uma escada. Quando fixa objetivos muito altos e não os atinge, o seu entusiasmo se torna amargura. Fixe objetivos razoáveis e, então, gradualmente, eleve-os.”
Emil Zátopek – Corredor